[mostra de videodanças] Danças para todas as telas

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[mostra de videodanças] Danças para todas as telas

Curadoria de Isis Gasparini, Rodrigo Gontijo e Vanessa Hassegawa

Data e hora

02/10/21—10/10/21

Recomendação etária: Livre

A programação da mostra Danças para todas as telas abarca 30 obras criadas, em sua quase totalidade, sob os reflexos da pandemia. A contrapelo dos tempos de incerteza, artistas nacionais e internacionais elaboram janelas críticas e poéticas. Pisam o campo de invenção da película ao digital, passando pelo vapt-vupt das redes sociais, dispositivos móveis, drones e câmeras compactas ou profissionais. A convite da Bienal, o trio de curadores, criadores e pesquisadores – Isis Gasparini, Rodrigo Gontijo e Vanessa Hassegawa – agrupa esses trabalhos em quatro programas afeitos a estados corporais e d’alma.

 

Da palma da mão à projeção

Foi na palma da mão. Sim, na palma da mão que boa parte da programação chegou aos encantos dos nossos olhos. As danças que ao longo desses dias serão assistidas em diferentes telas escolhidas por seus espectadores têm em comum o desejo de dança. O ímpeto que nos convocou a esta curadoria, a atravessar noites a fio sendo plateias de obras que uniam corpos, coreografias de imagens e audiovisual compõe uma infinitude de narrativas de danças para tela que, em alguma medida, marcam as trajetórias dessas e desses artistas que tivemos o prazer de apreciar.

Videodança, Cinema, Telas. Desde seu primeiro encontro, a curadoria partiu de reflexões em torno dessas três palavras que dispararam determinadas considerações para um alargamento das fronteiras da dança em sua relação com as imagens em movimento. Um assunto que vai além de um enquadramento da lente de uma câmera, seja ela vídeo, película ou digital, e da capacidade de se reorganizar em algoritmos. Assim iniciamos com o desejo de olhar para o fazer associado à exibição, uma vez que as aproximações entre telas e danças são muitas, e a forma plural com que as obras têm sido, tanto produzidas quanto compartilhadas, deveria aparecer neste recorte como um convite fluido e amigável ao público.

Como pensar um conjunto de obras produzidas em direta relação com a tela, em um momento em que a tela por si mesma passou a ser o lugar de existência possível diante de um mundo em transformação? Essas diferentes formas de produção, de natureza híbrida e mutável – que de tempos em tempos se reinventam – nos convidam a refletir sobre a desmaterialização das relações que, inevitavelmente, nos toca na atualidade. Cada obra convidada foi trazida aqui pelo que carrega de singular em seu fazer e naquilo que agrega a essa multiplicidade de direções e fazeres possíveis.

O plural que acompanha a Dança e que reverbera em múltiplas Telas, emerge enquanto linguagem a fim de cruzar com as diferentes possibilidades de apreciação que são variadas, sobretudo, num momento em que os encontros se expandem no acesso às telas, aos dispositivos móveis e também aos saberes compartilhados.

Ao olharmos para a etimologia da palavra vídeo, entendemos que se trata da conjugação do verbo videre (ver, em latim), na primeira pessoa do presente do indicativo: eu vejo. Vídeo é uma ação, é um ato de olhar, de contemplar. Ao longo da história, vídeo foi o nome dado a um dispositivo tecnológico utilizado para a produção de imagens realizadas por sistemas eletrônicos. Aqui, o nosso “ato de olhar” não está diretamente relacionado ao dispositivo de captação, mas às formas de exibição.

A tecnologia do streaming, que permite o acesso a filmes sob demanda na internet, possibilita que o ato de olhar se reatualize no instante presente, em diferentes suportes de exibição. Isso nos permitiu olhar para os trabalhos a partir da tela e pensá-los a partir da recepção, antes mesmo que dos próprios meios de produção. Assim, caminhamos com a reflexão sobre um campo que, hoje, entendemos dizer mais da apreciação do que de uma especificidade técnica no momento da realização.

Imaginamos ainda, que os trabalhos poderão ser apreciados por um público amplo e, esperamos, para além do circuito mais consolidado da dança. As múltiplas telas, que se referem tanto aos diferentes modos de fazer quanto aos de apreciar, chegam ao público na palma da mão, em um monitor ou, quem sabe, numa projeção.

O exercício de agrupar um conjunto de obras audiovisuais que tem a dança como fio condutor é uma tarefa tão desafiadora quanto inesgotável. A mostra apresenta moveres de corpos de muitos brasis que transmuta a interação com as telas na medida em que os suportes e dispositivos se modificam. Reunimos aqui trabalhos que nascem de diferentes materialidades que vão da película ao digital, filmes, “danças rápidas” como as provenientes de plataformas de rede social como TikTok, Reels no Instagram, passando ainda por dispositivos móveis, drones, câmeras compactas ou profissionais, dentre outros.

As Danças para Todas as Telas foram produzidas não só por artistas de diferentes regiões do país, mas também de diferentes circuitos, de variadas gerações e momentos de carreira. Longe de esgotar a multiplicidade que esse encontro dança-imagem é capaz de produzir, nos interessa aqui pensar a potência do encontro entre os universos da Dança com as Telas, que assume nos tempos atuais, uma presença ainda mais marcante e irreversível, reunindo trabalhos que, muitas vezes, consideramos atemporais.

Decidimos organizar as obras dentro dos seguintes Programas: “Estados de Invenção”, “Solitude e Recolhimento”, “Memórias, Corpos e Afetos” e “Fluxos, Modulações e Deslocamentos”. Ao assistir cada uma delas separadamente, o espectador poderá experienciar suas singularidades e aproximar-se do universo de cada artista. E, percorrendo as sequências propostas por esses programas, poderá participar do diálogo que estabelecemos com elas, partilhando as conexões poéticas sugeridas pela curadoria. E, de uma forma ou de outra, poderá encontrar seus próprios caminhos, pontuando outras aproximações entre os trabalhos.

E é sob este efeito imponderável que aqui, corpos mostram o que de si têm em seus povos, o que têm de seus povos em suas almas, o que de suas almas têm naquela gíria-passo-dança que conta para o mundo a avidez de SER dança até que as telas sejam estilhaçadas de tanto desejo de dançar.

E a partir desse desejo e sob essa inspiração que convidamos a todas, todes e todos a adentrarem nessas danças. Uma ótima sessão!

Por Isis Gasparini, Rodrigo Gontijo e Vanessa Hassegawa

MINIBIO DOS CURADORES

Isis Gasparini é artista e pesquisadora atuante na área da Dança e Artes Visuais. Investiga corpo, imagem, coreografia e espaços expositivos. É mestra em Poéticas Visuais pela ECA-USP, graduada em Artes Plásticas e especialista em Fotografia. Bailarina com atuação em companhias independentes.

Rodrigo Gontijo é artista, pesquisador, curador e professor na Universidade Estadual de Maringá. Atua no campo do cinema experimental e expandido, danças para telas, filme-ensaio, cinema ao vivo, performances audiovisuais e cinema de exposição.

Vanessa Hassegawa é pesquisadora de dança da Amazônia paraense, curadora, artista do campo da videodança|dança para a tela e relações públicas atuante. É mestranda em Artes da Cena pela Unicamp, onde investiga as mídias “da palma da mão”.


PROGRAMA: Estados de Invenção
Experimentações da linguagem e o uso criativo do audiovisual da película ao digital. O artista performático Hélio Oiticica dizia que “a invenção é imune à diluição. A invenção propõe uma outra invenção.” Neste programa, assistiremos a trabalhos que se organizam por sequências de fotografias animadas, imagens aceleradas, câmera lenta, cortes inesperados, incorporações de planos dentro de planos. Sobreposições e camadas que recriam imagens e percepções, nas quais corpos ganham contornos e movimentos a partir da linguagem audiovisual.

NÓS QUE AQUI ESTAMOS, POR VÓS ESPERAMOS – PARTE 1
Marcelo Masagão
(SP, 1999, 73 minutos, trecho exibido 4’30’’)
Filme-memória a partir de recortes biográficos reais e ficcionais de pequenos e grandes personagens que viveram no século XX. Pretende discutir a banalização da morte e, por correspondência direta, da vida. As imagens são de arquivo: filmes antigos, fotos e reportagens de TV. A sonorização é realizada com músicas, efeitos sonoros e silêncios. O título foi extraído do pórtico de um cemitério de uma cidade do interior paulista. Tem como pano de fundo, orientando a narrativa, Sigmund Freud e Eric Hobsbawm.
Ficha Técnica
Roteiro: Eduardo Valadares e Marcelo Masagão
Pesquisa: Marcelo Masagão
Direção: Marcelo Masagão
Consultores de história: Nicolau Sevcenko e Eduardo Valadares
Consultoras de psicanálise: Heidi Tabacof e Andrea Masagão
Consultores espirituais: Sigmund Freud e Eric Hobsbawm
Direção de som: André Abujamra
Efeitos sonoros: André Abujamra
Edição: Marcelo Masagão
Editor musical: Marcelo Masagão
Trilha musical: Wim Mertens e André Abujamra
Classificação indicativa: 1
2 anos
Assista no Sesc Digital


GRUPO 09 – MENTIRA!
Raimo Benedetti
(SP, 2003, 12:20 minutos)
Não há nada que possa ser descartado em um processo de experimentação, desde que haja uma relação insuspeita com a criação.
Ficha Técnica
Direção: Raimo Benedetti
Intérpretes criadores: Adriano de Paiva, Emerson Ap. Souza, Larissa Aleksandrov, Marcelo Gonzalez, Marcos Villares “Caco”, Maurício Chiari, Newton Hosoi “New”, Paula Carvalho, Rafael Eberthardt, Selma Emília Soares e Pedro, Regina, Luz Morena e Waldirene André
Participação provocativa: Gal Oppido
Coordenação musical: Marcelo Gonzalez
Vídeo produzido no contexto do projeto Vídeo Experimental, baseado em um curso criado por Raimo Benedetti que realiza trabalhos coletivos com seus alunos. Conduzido por não dançarinos, Grupo 09 teve a improvisação presente em todas as etapas de produção: coreografia, edição e sonorização.
Parceria e apoio: MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo
Classificação indicativa: 18 anos
Assista no Sesc Digital


DANCE JUKE BOX
Lali Krotoszynski
(SP, 1999, 2:51 minutos)
Obra para a internet realizada em parceria com o programador Luiz Camara em 1999. O site não existe mais e esse é um vídeo demonstrativo do seu funcionamento. O conceito de Dance Juke Box se baseou no exercício de dançar uma mesma coreografia com músicas diferentes. Quem já fez esse exercício sabe como ele pode revelar aspectos da coreografia que não seriam perceptíveis de outra forma. A cada nova música que se dança, os mesmos movimentos ganham novas tônicas e temporalidades. Ao entrar no site, o internauta se depara com uma animação, ao mesmo tempo em que ouve a música Caixinha de Música Quebrada, de Heitor Villa-Lobos. À esquerda da página aparecem 12 miniaturas correspondentes às opções animadas, e à direita, cinco botões coloridos, representando as opções musicais. Todas as músicas do menu foram retiradas de sites da internet, e escolhidas por serem tão diferentes entre si, quanto os seus compositores: Villa-Lobos, Jimmy Hendrix, Shostakovich, Al Greene e música tradicional irlandesa (anônima).
Ficha Técnica
Artista e produção: Lali Krotoszynski
Classificação indicativa: livre.
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COREOCODES: MOVIMENTOS CODIFICADOS EM ESPAÇOS SINGULARES
Tom Lisboa e Patrícia Machado
(PR, 2021)
COREOCODES é um projeto criado pela bailarina Patrícia Machado e o fotógrafo Tom Lisboa que narra a dança, a gente e o percurso visual através de cidades pelo Paraná.
> Coreocodes: Carol – O Jardim – Lapa/PR
(1:01 minuto)
A conexão com a terra e a natureza é algo ancestral e que foi herdado de seus antepassados. A dança de Carol é expansiva e intuitiva, assim como o vento que toca as folhas de uma árvore. Por trás de cada intenção de movimento foi trabalhada a questão do cultivar, do colher e do cuidar. No dia da sessão de fotos estávamos ouvindo As Quatro Estações, de Vivaldi.
Trilha sonora sugerida:
Carol – Four Seasons (Antonio Vivaldi)
Patrícia Machado – Oração ao Tempo (ao vivo) (Caetano Veloso)
Tom Lisboa – Le Premier Bonheur du Jour  (Pink Martini e The Von Trapps)
No Spotify, Coreocodes o jardim (https://open.spotify.com/playlist/5eAu7XI9WU3aD4xCpPCltT?si=f4b8bfb2d30947c3&nd=1)  é uma playlist colaborativa; adicione sua trilha sonora para este vídeo
> Coreocodes: Mari – O Campo – Prudentópolis/PR
(1:12 minuto)
Mari não é original de Prudentópolis, mas sua vida parece ter feito sentido quando mudou para lá, cerca de três anos atrás. Na cidade ela redescobriu o prazer da reflexão e a importância do silêncio. Este campo marca sua entrada na umbanda, um definidor de sua vida espiritual. Ali ela colhe eucaliptos para forrar o chão nas giras.
Trilha sonora sugerida:
Mari – A Sala tá Cheia (A Barca)
Patrícia Machado – Canto de Proteção (Clarianas)
Tom Lisboa – Yáyá Massemba (Maria Bethânia)
No Spotify, Coreocodes o campo (https://open.spotify.com/playlist/1Zx7gioolBomglTs5zJNtx?si=46441cb746844240&nd=1) é uma playlist colaborativa; adicione sua trilha sonora para este vídeo
> Coreocodes: Nílvea – A Casa – Lapa/PR
(1:17 minuto)
Foi uma dança de agradecimento e despedida. A casa em que mora há 52 anos e agora está posta à venda já era um cenário perfeito. Na sala, a saudosa relação que tinha com sua mãe se fez presente: acrescentamos sua foto em preto e branco na pilastra central (onde antes estava um calendário) e colocamos em um vaso a rosa de uma roseira que ela plantou há quase 30 anos.
Trilha sonora sugerida:
Nilvea – La Vie en Rose (Richard Claydeman)
Patrícia Machado – Kalu (Dalva de Oliveira)
Tom Lisboa – Carinhoso (Elizeth Cardoso)
No Spotify, Coreocodes a casa é uma playlist colaborativa; adicione sua trilha sonora para este vídeo
Ficha Técnica
Criação do stop motion: Tom Lisboa
Direção de movimento: Patrícia Machado
Parceria e apoio: Governo do Estado do Paraná, PROFICE, Companhia Paranaense de Energia COPEL, Artéria Cultural
Classificação indicativa: livre.
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CRONOCIANOGRAFIA
Malu Teodoro e Thaneressa Lima
(MG, 2021, 1:46 minutos)
Durante a pandemia de 2020, Malu e Thaneressa, artistas interessadas nos processos históricos da fotografia, fizeram esse experimento utilizando duas técnicas: a cianotipia e a cronofotografia. Elas burlaram o isolamento social criando esse encontro visual de escrita no tempo em azul.
Ficha Técnica
Direção, cianotipias e montagem:
Malu Teodoro e Thaneressa Lima
Trilha adaptada: Di Bos – La nuova primavera
Design: Josefferson
Produção: Moviola Mídia Livre
Classificação indicativa: livre.
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QUEDA
Marcelo Sena, Filipe Marcena e Cia. Etc.
(PE, 2020, 5:36 minutos)
Essa videodança, que também pode ser categorizada como videoclipe, foi gravada em um take único de DUAS horas sem cortes com a técnica de timelapse. A criação dá continuidade à parceria entre a Banda Rua do Absurdo e a Cia. Etc., que existe desde 2011 e já rendeu vários resultados como trilhas sonoras de espetáculos, videodanças e pesquisas sobre a relação entre dança e música. QUEDA foi toda realizada em casa durante o isolamento social.
Ficha Técnica
Um música da Rua do Absurdo
Um vídeo da Cia. Etc.
Direção, dança, fotografia, direção de arte e figurino: Marcelo Sena e Filipe Marcena
Cor: Germana Glasner
Classificação indicativa: livre.
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DANCE EM CASA ESCALA [1:40]
Alex Soares e Cia Jovem de Dança de Jundiaí
(SP, 2020, 3:46 min)
Videodança criada para a Cia Jovem de Dança de Jundiaí inspirada em um quadro da peça infantil Instagrimm. Trata da questão de que todo bailarino precisa de espaço para estar se movendo e propõe de suas casas um novo espaço imaginativo neste tempo de isolamento causado pela pandemia da Covid-19.
Ficha Técnica
Direção, coreografia e edição: Alex Soares
Bailarinos: Daniela Correa, Raquel Gattermeier e Jhonatas Santana
Gata: Minerva ​
Música: Bambino, da cantora italiana Dalila
Produção: Cia Jovem de Dança de Jundiaí
Classificação indicativa: livre.
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WAY DOWN IN THE HOLE
Diogo Granato, Henrique Lima e Ricardo Januário
(SP, 2021, 3:30 minutos)
Apesar de todas as dificuldades que as artes estão sofrendo nesse
momento, artistas tentam deixar o “diabo lá embaixo no buraco”. No sentido de que não se pode deixar-se afundar junto, se multiplicam e lutam contra as forças esmagadoras, com saltos, danças de chão e qualidade energética.
Ficha Técnica
Criação: Diogo Granato, Henrique Lima e Ricardo Januário
Direção: Diogo Granato
Montagem: Diogo Granato
Produção: Henrique Lima e Diogo Granato
Parceria e apoio: Treme Galpão
Classificação indicativa: livre.
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NÓS QUE AQUI ESTAMOS, POR VÓS ESPERAMOS – PARTE 2
Marcelo Masagão
(SP, 1999, 73 minutos, trecho exibido 1’40’)
Filme-memória a partir de recortes biográficos reais e ficcionais de pequenos e grandes personagens que viveram no século XX. Pretende discutir a banalização da morte e, por correspondência direta, da vida. As imagens são de arquivo: filmes antigos, fotos e reportagens de TV. A sonorização é realizada com músicas, efeitos sonoros e silêncios. O título foi extraído do pórtico de um cemitério de uma cidade do interior paulista. Tem como pano de fundo, orientando a narrativa, Sigmund Freud e Eric Hobsbawm.
Ficha Técnica
Roteiro: Eduardo Valadares e Marcelo Masagão
Pesquisa: Marcelo Masagão
Direção: Marcelo Masagão
Consultores de história: Nicolau Sevcenko e Eduardo Valadares
Consultoras de psicanálise: Heidi Tabacof e Andrea Masagão
Consultores espirituais: Sigmund Freud e Eric Hobsbawm
Direção de som: André Abujamra
Efeitos sonoros: André Abujamra
Edição: Marcelo Masagão
Editor musical: Marcelo Masagão
Trilha musical: Wim Mertens e André Abujamra
Classificação indicativa: 12 anos
.
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PROGRAMA: Solitude e Recolhimento
Retirar-se, mover-se, permitir-se à experimentação. Apartamentos, casas, corredores, lares, seus ninhos. Na quietude e no recolhimento nascem obras que se voltam para si em estados de solitude e que convidam a um espelhamento no qual a unidade se torna múltipla: um, uma, eu, outro. A dança registrada nos espaços de introspecção apresenta instantes íntimos, nos quais corpos em fuga e corpos em suspensão transitam nos isolamentos voluntários, involuntários e nos distanciamentos sociais.

TRAVESSIA
Maryah Monteiro
(EUA, 2020, 5:44 minutos)
Travessia é um jogo com as telas que me entornam. Esvazio as telas para que então me abram passagens por onde o meu corpo escapa.
Ficha Técnica
Concepção, direção e interpretação: Maryah Monteiro
Classificação indicativa: 12 anos.
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PEQUENAS DANÇAS POR APENAS 7’
Paula Sousa
(PR, 2020-2021, 7 minutos)
Pequenas Danças Por Apenas 7’ é uma nova leitura do trabalho desenvolvido durante o período de isolamento social pela artista Paula Sousa, intitulado Pequenas Danças, uma coletânea com 40 self-vídeos arte de 1 minuto cada. O trabalho projeta e cria imagens e ambientes corporais ancorados no desejo estético da artista: a busca da beleza e poesia que comunicam e/ou que servem de respiro para o outro.
Ficha Técnica
Direção: Paula Sousa
Criação e interpretação: Paula Sousa
Captação de imagem, edição e trilha sonora: Paula Sousa
Classificação indicativa: 12 anos.
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ESTUDO PARA TEMPOS SUSPENSO
Andrea Babour e A Penca
(SP, 2020, 5:55 minutos)
Vídeo-dança-circo do coletivo A Penca, primeiro de uma série de estudos realizados no formato a partir de pesquisa desenvolvida há dois anos entre corpos e plantas. Essa criação, desenvolvida durante a quarentena, é um registro cotidiano de mulheres vivenciando a solidão e relacionando-se apenas com suas plantas? Ou um ritual de resistência e retorno à terra? Inspiradas por narrativas sobre continuidade, risco e relutância, as artistas exploram, de diferentes maneiras, as relações, o silêncio, a suspensão dos corpos vivos e do tempo. As plantas como parceiras de criação e de um cotidiano incerto, ora apresentadas como objeto de manipulação e equilíbrio, ora como sujeitos e protagonistas de cena.
Ficha Técnica
Ideia e concepção: A Penca
Direção e edição de vídeo: Andréa Barbour
Narração: Vivian Barbour
Poema: América, de Marta Traba
Música: El Payade, de Lhasa De Sela
A Penca é formado por: Andrea Barbour, Bárbara Francesquine e Maria Carolina Oliveira
Classificação indicativa: livre.
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PROTOCOLO 22 (JUST WATCHING YOU)
Pasha Gorbachev
(SP, 2020, 5:49 minutos)
Um fragmento de um corpo, um tronco sem face, um conjunto de movimentos que contrastam a sutileza dos gestos à fisicalidade que esse corpo carrega. Nesta videodança, Pasha, artista russo radicado no Brasil desde 2017, dedica-se a revisitar sua trajetória, marcada por técnicas de movimento dos braços e pelo uso da musicalidade como um elemento marcante em sua pesquisa. Sua investigação mescla atividades cotidianas meditativas que foram atravessadas por uma busca pela satisfação em contemplar as coisas simples da vida. Entendendo a edição também como processo de suas escolhas artísticas, esse trabalho busca ainda refletir sobre a irrelevância de movimentos virtuosos, em detrimento da beleza hipnotizante do minimalismo e das possibilidades dramatúrgicas desta proposta corporal. Sua criação é resultado de experimentações provocadas pelos encontros remotos junto à T.F.Style Cia de Dança durante a pandemia.
Ficha Técnica
Direção e coreografia: Pasha Gorbachev
Provocação: Arthur Alves e Igor Gasparini
Edição: Pasha Gorbachev
Música: Parks – Just Watching You
Agradecimento especial: T.F.Style Cia de Dança
Classificação indicativa: livre.
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QUAIS SÃO OS VÍRUS DA NOSSA SOCIEDADE?
Cia Duo Due
(SP, 2021, 02:09:12)
Quais são os reais vírus da nossa sociedade? Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que houve aumento de feminicídio e violência doméstica em março de 2020. O lugar mais perigoso é dentro de casa. O filme foi feito no período da quarentena para levantar o debate de que o isolamento social diante da atual pandemia é importante, mas o isolamento para as mulheres que sofrem com violência doméstica tem sido um beco sem saída. Elas ficam desamparadas, sofrendo violência e vivendo em isolamento com seus agressores. A proposta é colocar em pauta os problemas sociais recorrentes que em momentos de pandemia cresceram: não só a violência contra a mulher, mas também a depressão, a síndrome do pânico, a ansiedade, entre outros.
Ficha Técnica
Direção: Ana Clara Poltronieri e Daniel Lupo
Intérprete: Ana Clara Poltronieri
Sonoplastia: Adilson Filho e Danilo Xidan
Colorista: Bruno Autran
Edição: Daniel Lupo
Classificação indicativa: livre.
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REBUÇADO
Danilo Bracchi
(PA, 2015, 7:50 minutos)
O oculto, velado. O que está na origem ou no âmago. O íntimo e o profundo. Enfim, Rebuçado: um experimento em videodança que explora estéticas em trânsito entre diferentes tribos, sabores e desejos.
Ficha Técnica
Direção, coreografia e roteiro: Danilo Bracchi
Assistência de direção, montagem e finalização: Felipe Cortez
Direção de arte: Danilo Bracchi e Felipe Cortez
Direção de fotografia: Danilo Bracchi, André Mardock e Francisco Moraes
Trilha sonora original e desenho de som (composição e execução): Armando de Mendonça
Colorização: Robson Fonseca
Câmeras: André Mardock, Suane Melo e Francisco de Moraes
Bboys: Lucas Lobo, Nicolas Petrelli, Junior Neves e Anderson Reis
Performers: Cleber Cajum, Armando de Mendonça e Brendo Pinheiro
Figurino Bboys e Trio Adams: Danilo Bracchi
Figurino Brendo Pinheiro: Jean Negrão
Maquiagem: Barbara Vianna
Assistentes de produção: Maicon Gomes, Ana Paula Andrade, Adhara Belo e Luciano Lira
Realização: CiaCênica e TV Cultura do Pará
Classificação indicativa: livre.
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CODA
Marcos Camargo
(SP, 2008, 9:10 minutos)
Três bailarinas estão chegando em suas casas. Sozinhas com seus próprios delírios.
Ficha Técnica
Elenco
Cisne Negro: Nana Yazbek
Silfide: Lucelia Sergio
Nikya: Laís Marques
Equipe técnica
Direção: Marcos Camargo
Assistente de direção: Ananda Guimarães
Diretor de fotografia: Marcos Camargo
Assistente de câmera: Taís Medri
Maquiagem e cabelo: Denise Borro e Simone Souza
Figurino: Vera Maria C. Dos Santos
Projeto cenográfico: Monica Palazzo e Renata Rugai
Montagem: Analúcia Godoi
Efeitos de pós-produção: Leandro Franci
Animação do “pássaro”: Pedro Iuá
Produtor musical: Luiz Macedo/Jukebox
Voz: Tutti
Sound design: Edilson Martins
Design gráfico: Marcelo Palotta/Moovie
Classificação indicativa: livre.
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PROGRAMA: Memórias, Corpos e Afetos
Heranças simbólicas, memórias impressas nos corpos, lembranças, histórias e conexões antepassadas. São obras que enaltecem em suas materialidades corporais, seus territórios, que na movência de seus saberes nos arrebatam em potência e poesia. São trabalhos que carregam o berro, o silêncio, o medo e os relatos afetivos que se misturam aos nossos corpos espectadores.

Estudos de Corpo-embarcação
(MG, 2021, 6:43 minutos)
Davi de Jesus do Nascimento
Mexidão de muvucas desde o risco de calafetagem do nado. (Quando a cagaita abana o verão com tábua de carne).
Ficha Técnica
Artista: Davi de Jesus do Nascimento
Vídeo: Caio Esgario
Classificação indicativa: livre.
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A CAMBONAGEM E O INCÊNDIO INEVITÁVEL
Castiel Vitorino Brasileiro
(ES, 2021, 34:17 minutos)
Inevitável é o acaso da forma do fogaréu. Inevitável é o fogo que acontece em mim quando eu danço. A cambonagem trata-se de um pacto: acolheremos a imprevisibilidade de nossos caminhos.
Ficha Técnica
Direção: Castiel Vitorino Brasileiro
Codireção: Roger Ghil
Produção, direção de fotografia, montagem, sound design, trilha musical e sonora: Castiel Vitorino Brasileiro e Roger Ghil
Cambono: Rodrigo Jesus
Escultura: Castiel Vitorino Brasileiro
Ferreiro: Natan Dias
Instrumentos musicais: Banda de Congo Vira-Mundo e Tambores Esperança
Parceria e apoio: Institute for Studies on Latin American Art (ISLAA) and the Center for Curatorial Studies (CCS)
Classificação indicativa: 10 anos.
Assista no Sesc Digital


LOESS
Marise Maués
(PA, 2015, 7:56 minutos)
“Um homem nunca é o mesmo, permitido-lhe uma existência.” A obra se constitui de uma performance, orientada para o vídeo, produzida na Ilha de Maracapucu-Miri, município de Abaetetuba (PA). Loess pretende instigar a leitura do homem contemporâneo como um ser Loess, ou seja, um ser passível de múltiplas identidades, um ser formado de camadas que se sobrepõem ao longo do tempo. Adentrar em um igarapé e elevar o meu corpo à condição análoga a um sedimento Loess, passível a ação de agentes naturais, possibilitou a materialização imagética de ter um corpo tecido em camadas que se sobrepunham com o passar das horas pelo depósito de sedimentos carregados pelas águas.
Ficha Técnica
Diretora: Marise Maués
Diretor de fotografia/montagem: Pedro Rodrigues
Produção trilha original: Leonardo Pratagy e Ramón Rivera
Classificação indicativa: livre.
Assista no Sesc Digital

 

SELIBERATION #2 
Estela Laponi 
(SP, 2021, 5:40 minutos)
(se libertar + celeberation = versão indiana do inglês, celebration)
Encaro o cânone das proporções.
Me canso do cânone das proporções.
Insisto no cânone das proporções.
Me canso do cânone das proporções.
Risco o cânone das proporções.
Antropofagio o cânone das proporções.
I seliberate you.
You seliberate me.
We seliberate us!!
Ficha Técnica
Concepção e performance: Estela Lapponi
Trilha: Milton Lira
Desenho de som e locução: Estela Lapponi
Corroteirista de audiodescrição: Paula Sousa Lopez
Produção e direção de arte: Liara Pinheiro                                                                                                                  
Direção de fotografia, montagem e cor: Gabriel Marcondes Egestos
Realização: Estúdio Dracena pelo projeto Manas da Ai¥è
Parceiro: Casa de Zuleika
Classificação indicativa: 18 anos.
Assista no Sesc Digital

 

ENTRE O FUNDO E O MEIO CÉU
Estúdio Kaquiado
(PA, 2020, 7:20 minutos)
Videoperformance que investiga e experimenta o diálogo entre as duas linguagens e que tem como norte o saber astrológico através da interpretação simbólica do meu próprio mapa astral. Performo meu próprio cosmo, minha mandala astral, minha cosmo-poética. É uma pesquisa que aborda o tempo e seus ciclos e homenageia as mulheres que atravessam minha existência. Me lanço na praia do Chapéu Virado, na Ilha de Mosqueiro em Belém (PA), no chalé número 13, fazendo alusão às casas astrais existentes no universo da astrologia. O chalé é eleito como local da pesquisa por representar as casas astrais, além da nutrição afetiva pela casa, pelas histórias familiares ali vividas e revividas.
Ficha Técnica
Concepção geral e performance: Lu Borgges
Direção de fotografia e câmera: Felipe Pamplona e Edson Palheta
Iluminação: Marckson de Moraes
Partitura da dança: Lu Borgges, Marina Trindade e Andréa Apolinário
Direção de arte: Lu Borgges e Luz Pinheiro
Entrevista em off: Pastora Pinheiro
Desenho de som: Lu Borgges e Felipe Pamplona
Vídeo mapping: Bella Reis
Montagem: Felipe Pamplona
Agradecimentos: Tarik Coelho, Cláudio Moreira, Helena Pamplona, Day Suchi, Otávio Pinheiro, Gustavo Carvalho, Família Nunes Pamplona, Família Borges Pinheiro, Wlad Lima, Orlando Maneschy e Karine Jansen
Classificação indicativa: 18 anos.
Assista no Sesc Digital


HOMEM TORTO
Eduardo Fukushima
(BR/CHILE, 2020, 13:55 minutos)
Homem Torto é um dos solos mais importantes do dançarino Eduardo Fukushima, com música de Tom Monteiro e luz de Hideki Matsuka. Esse trabalho, estreado em 2013, em Veneza, foi construído em relação à sala Cenacolo Palladiano, onde Pablo Veronese pintou a famosa obra Casamento da Cana entre 1562-1563. Homem Torto faz oposição à grandiosidade e às linhas retas desse lugar, ao ser uma dança quebrada, desalinhada e vibracional; uma constante caminhada no desequilíbrio. O solo foi recriado em 2014 para ser apresentado em espaços alternativos que formem uma passarela, transformando-se em uma dança que o público assiste nas laterais, expandindo movimentos internos em gestos torcidos e multi-vetoriais.
Ficha Técnica
Concepção, direção geral e dança: Eduardo Fukushima
Direção: Eduardo Fukushima e Pedro Nishi
Composição musical: Tom Monteiro com adaptação de Chico Leibholz
Edição: Pedro Nishi
Fotografia: Lucas Silva Campos
Iluminação para o vídeo: Igor Sane
Produção: Carolina Goulart
Coprodução: Festival Loft 2020 | Fuera del lugar
Agradecimentos: Beatriz Sano, Hideki Matuka, Júlia Rocha, João Victor Velame, Marcos Moreno e toda a equipe da Oficina Cultural Oswald de Andrade
Classificação indicativa: livre.
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CORREDEIRA
Kanzelumuka, Nave Gris Cia Cênica, Murilo De Paula e Osmar Zampieri
(SP, 2021, 19 minutos)
Videodança concebida a partir do solo homônimo dançado por Kanzelumuka, nasce da percepção das águas que correm para o mar e da relação do poder ancestral ligado às águas no corpo feminino. No espetáculo original buscamos aprofundar relações entre manifestações culturais em seu contexto tradicional e litúrgico e a criação em dança contemporânea, investigando como elementos presentes na cultura afro-brasileira podem mover, nutrir e embasar uma produção cênica que não recorra à mimetização de suas formas, mas que compreenda seus princípios e meios de resistência e reinvenção. Na sua recriação para videodança, partimos da estrutura da dramaturgia original do espetáculo e estabelecemos uma relação direta com espaços da cidade de São Paulo marcados pela presença das águas, sob a forma de nascentes, rios visíveis e invisíveis e pela presença de coletivos e grupos que articulam seus fazeres e lutas nestes territórios.
Ficha Técnica
Concepção coreográfica, interpretação e direção: Kanzelumuka
Codireção e colaboração dramatúrgica: Murilo De Paula
Direção de vídeo, operação de câmera e edição: Osmar Zampieri
Segunda câmera: Yuki Guimarães
Imagens aéreas: Ricardo Yamamoto
Roteiro da videodança: Kanzelumuka e Murilo De Paula
Arte sonora original: Vagner Cruz
Adaptação de arte sonora para videodança: Viviane Barbosa
Vozes: Erica Malunguinho e Valdelice Veron
Figurino: Éder Lopes
Coordenação de produção: Rochele Beatriz (Guria Q Produz)
Assistência de produção: Antônio Franco e Manuel Victor
Apoio: Cooperativa Paulista de Teatro
Realização: Nave Gris Cia Cênica, Guria Q Produz, Núcleo de Fomento à Dança – Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura de São Paulo
Agradecimentos: Coletivo Cultural Esperança Garcia (Quilombo da Parada), Coletivo Estopô Balaio e Meninos da Billings
Classificação indicativa: livre.
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XAPIRI
Leandro Lima e Gisela Motta
Laymert Garcia dos Santos e Stella Senra
Bruce Albert
(AM, 2012, 55:03 minutos)
Xapiri é uma palavra yanomami usada na designação tanto dos xamãs, as «pessoas-espíritos» (xapiri thë pë), quanto dos seus «espíritos auxiliares» (xapiri pë). Os xapiri pë são as «imagens» dos seres na sua forma primordial; em particular as imagens dos antepassados humanos-animais (Yarori pë), primeiros habitantes da terra-floresta urihi a. Os xamãs fazem descer e dançar esses entes-imagens para conduzir suas curas-batalhas contra as diversas formas de malevolência humana e não humana, bem como para domar as forças e entidades invisíveis que movimentam a ordem cosmoecológica aparente do mundo. Xapiri é um filme experimental, inspirado no xamanismo yanomami. Suas imagens foram registradas por ocasião de dois encontros de xamãs na aldeia Watoriki, Amazonas, em março de 2011 e abril de 2012. Entretanto, o trabalho realizado sobre estas imagens escapa do registro documentário a fim de produzir uma simulação tecnológica livre a partir do universo visual e conceitual do xamanismo yanomami. Trata-se, antes de tudo, de uma homenagem visual à riqueza intelectual e poética do xamanismo yanomami.
Ficha Técnica
Argumento: Laymert Garcia dos Santos, Davi Kopenawa Yanomami e Bruce Albert
Realização: Instituto Século 21 e Hutukara Associação Yanomami
Produção: Cinemateca Brasileira e Instituto Socioambiental
Produção executiva: Gabriel Alves da Silva
Montagem: Leandro Lima e Gisela Motta
Fotografia: Leandro Lima e André Sigwalt
Trilha sonora original: Xamãs Yanomami e Comunidade de Watoriki
Trilha sonora: Marcos Wesley de Oliveira
Captação de áudio: Marcos Wesley de Oliveira e Leonardo Rosse
Mixagem: Marcos Wesley de Oliveira e Leandro Lima
Estúdio: Aagua Audiovisual e Som das Aldeias
Consultor: David Lapoujade
Agradecimentos especiais: Aos Xamãs Yanomami, à Comunidade de Watoriki, a Carlo Zacquini, a Morzaniel Yanomami e a Claudia Andujar
Classificação indicativa: 16 anos.
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PROGRAMA:
Fluxos, Modulações e Deslocamentos
Frequências e intervalos que ora se expressam pela plasticidade, ora pelo ritmo. Trabalhos distintos que, aqui, se aproximam em cadência e por suas materialidades peculiares. Montagens que colocam em diálogo o movimento demarcado pela construção sonora de danças de corpos, danças de imagens e coreografias de frames.

FAZ QUE VAI
Bárbara Wagner e Benjamin De Burca
(PE, 2015, 12 minutos)
Tomando o nome de um passo de frevo que simula um momento de instabilidade, o trabalho retrata quatro bailarinos em seus modos de articular uma forma de tradição popular em questões socioeconômicas e de gênero. Como uma série de anotações sobre a relação entre corpo, câmera e movimento no registro de uma dança típica do Nordeste do Brasil, Faz que Vai comenta o sentido do carnavalesco presente em diversas estratégias de preservação do frevo como imagem, patrimônio e produto.
Ficha Técnica
Elenco: Ryan Neves, Edson Vogue, Bhrunno Henryque e Eduarda Lemos
Diretor de fotografia: Pedro Sotero
Assistente de câmera: Raphael Malta Clasen
Eletricistas: Alexandre Aranha e Fernando
Assistente de produção: Bia Lima
Maquiagem: Rodrigo Cavalcanti e Eva Venenosa
Montagem: Edu Serrano
Correção de cor: Pablo Nóbrega
Som: Cícero Batom, Wellington Jamaica e Waltinho D’Souza – Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
Gravação e mixagem: Jeferson Japa
Classificação indicativa: livre.
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SUPERPODEROSAS
Lucas Syuga e Gangart
(GO, 2021, 2:42 minutos)
Inspirado no clássico programa de TV As Meninas Super Poderosas, o GANGART, trio composto e dirigido por Flávys Guimarães, Gleyde Lopes e Lucas Syuga, vem lutando e resistindo e combatendo o “mal” no centro da cidade, tendo suas danças como seus superpoderes. Adaptação em vídeo de uma apresentação que participou da IV Mostra Goiana de Danças Urbanas, em 2019, produzido pela Enjoy Cultura, e recebeu a premiação de 1° Lugar na categoria Trio.
Ficha Técnica
Coreografias e concepções artísticas: Felipe Monteiro, Danrley Rodrigues e Lucas Syuga
Direção geral e produção: Lucas Syuga
Assistente de produção: Pablo Gomes
Músicas: Full Crate – Big Booty Problem (Rio Valente Afro Edit); El Anillo (Jennifer Lopez); Gwara Não Para – ASSI & B.M.
Realização: Gangart
Audiovisual: Kite Filmes
Contemplado pelo edital 01/2020 da Lei Emergencial Aldir Blanc do município de Goiânia
Classificação indicativa: 12 anos.
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LOKA
Keila e Luiza Chedieck
(PA, 2020, 2:39 minutos)
Loka é uma junção do hip hop e tecnobrega com uma pegada pop, vem falando sobre a união da mulher da periferia, onde muitas vezes precisa acolher e apoiar uma à outra para se proteger do assédio sofrido de tantas formas.
Ficha Técnica
Realização: MandaJob Produções, Chediek Films e Caribé Filmes 
Direção e roteiro: Luiza Chedieck  
Direção de produção e efeitos: Paulo Mendes  
Direção de fotografia: Luiza Chedieck e Fábio Ramos  
Edição, colorização e finalização: Fábio Ramos 
Produção e vídeo mapping: Izabella Reis  
Assistente de produção: Clécio Leitão  
Produção de arte: Kamila Ferreira (MarPequena Produções) 
Figurino: Igor Martins / Sandra Machado 
Maquiagem: Neto Navarro e Maria Luiza Marcião (Beauty Studio) 
Foto still: Antonio Kaio  
Coreografia: Renan Mendes (Escola de Dança Mirai)  
Bailarinos Mirai: Ricky Lima, Rui Pacheco, Karina Castro, Fernanda Carvalho e Caila Manza  
Bailarinas Keila: Camila Britto e Monique Amaral  
Locação: Botequim e Casarão Floresta Sonora  
Apoio: Melissa (Dalbax SUD Representações Ltda) 
Agradecimentos: Fabiano Dal Forno Bastos, Léo Chermont, Sandra Machado, Escola de Dança Mirai, FARM AMARO e Príncipe Negro Botequim 
Intérprete: Keila  
Produção musical: Felipe Pomar Beat – Mano Lipe  
Distribuidora: Tratore   
Editora: Deck Disc
Classificação indicativa: 16 anos.
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NOTURNO 150
Heavy Baile
(RJ, 2020, 2:50 minutos)
Coletivo multimídia de funk que propõe a convergência de produções musicais, coreográficas e audiovisuais, o Heavy Baile explora a solidão durante o período de pandemia como o ponto de partida para o videoclipe Noturno 150. O dançarino afrofuturista Sheick, no auge da sua solidão, protagoniza cenas de pura arte numa visita virtual ao Metropolitan Museum of Art de Nova York. O lançamento saiu pela Mangolab em parceria com a Altafonte e, internacionalmente, através da Nowness e da Waxploitation Records. As cenas dirigidas por Daniel Venosa (Cosmo Filmes) acabaram ganhando cunho político: o dançarino preto, cria da periferia carioca, traz a sua cultura em meio a obras eurocêntricas. Naqueles passinhos empolgantes há um pouco de frevo, de samba, de capoeira e de dança afro no geral. Tudo no museu. Noturno 150 é a continuação da emissão narrativa de conteúdos musicais e audiovisuais emitidos pelo Heavy Baile. A música é um funk 150 bpm fundamentalmente instrumental, voltada para as pistas de dança, num formato clássico de montagem de funk com samples e batidas.
Ficha Técnica
Direção: Daniel Venosa
Produtora: Cosmo Cine
Direção de produção: Bernardo Portella
Direção de arte: Paola Garcia
Pesquisa e curadoria: Gabriela Davies
Dançarino: Sheick
Edição: Mah Ferraz
Cor: Carlos Flores
Agradecimentos: The Metropolitan Museum of Art
Classificação indicativa: livre.
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SAUDADE
Vinícius Cardoso e Irupé Sarmiento  
(SP, 2018, 2:48 minutos)
Este curta-metragem nasceu do encontro criativo entre o diretor e a artista. Vinícius e Irupé se conheceram criando vídeos de dança. E Saudade nasceu de um exercício criativo entre a dupla. Irupé passava uma temporada dançando na Alemanha e, em sua primeira volta ao Brasil, o encontro de arte rendeu este filme. Como marca, os contrastes. Leveza e dureza. A fluidez e pujança. As sensações e palavras que podem descrever a falta, a saudade. O espaço vazio, cheio de sentimento.
Ficha Técnica
Dança: Irupé Sarmiento
Direção: Vinícius Cardoso
Drone: Diogo Martins
Movimento: Samuel Kavarleski
Styling: Henrique Tank
Classificação indicativa: livre.
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SAMBA #2
chameckilerner (Andrea‌ ‌Lerner‌ ‌e‌ ‌Rosane‌ Chamecki)
(EUA, 2014, 3 minutos)
As coreógrafas trabalham com o clichê do samba, desafiadas pela possibilidade de subvertê-lo. O enquadramento, fechado no quadril, é resgatado da TV brasileira que Rosane e Andrea cresceram assistindo. “The Chacrinha frame”, como elas gostam de chamá-lo, evoca o popular programa de talentos dos anos 1970 em que, muitas vezes, a câmera fazia um zoom para enquadrar os quadris das dançarinas, também conhecidas como “chacretes”. Ao prolongar drasticamente o tempo do movimento, somos forçados a contemplar um movimento que se revela visceral e imprevisível. A tensão entre os quadris e pernas cria uma desconfortável “dança da carne”, demolindo, metaforicamente e literalmente, a materialidade do corpo em uma paisagem desorientadora. Este desconforto visual evoca talvez o desconforto de crescer numa sociedade onde o corpo feminino é agressivamente observado e constantemente objetificado.
Ficha Técnica
Performance: Nao Yamada
Diretor de fotografia: Frank Stanley
Assistente de câmera: Tomasz Gryz
Produção: Tanja Meding
Artista/Cia: chameckilerner
Classificação indicativa: livre.
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MARAHOPE 14/07
Alexandre Veras e Paulo Caldas
(CE, 2007, 15 minutos)
Mara Hope é um navio – na verdade, o que resta dele – encalhado no Ceará, uma ilha de metal abandonada na costa de Fortaleza. Neste site specific marítimo, isolado, desolado e em ruínas, dois corpos exercitam uma dramaturgia de distâncias e proximidades, de movimentos e detenções, de sons e quase silêncios.
Ficha Técnica
Direção: Alexandre Veras e Paulo Caldas
Coreografia: Paulo Caldas
Bailarinos-intérpretes: Carolina Wiehoff e Paulo Caldas
Edição de som e imagem: Alexandre Veras
Direção de fotografia: Ivo Lopes e Alexandre Veras
Produção: Claugeane Costa
Som direto: Danilo Carvalho
Assistentes de câmera: Eudes Freitas, Cícero Dias e Elisa Peixoto
Músicas: Living Sound (Maryanne Amacher), Oraison (Olivier Messiaen) e Boat Woman (Holger Czukay)
Classificação indicativa: livre.
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ODOÍN
Cynthia Domenico
(SP, 2019, 4:42 minutos)
Em uma trajetória que parece sem fim, um sonho revela paisagens internas. Mas seria o próprio sonho? Sensível, enigmática e imagética, esta videodança apresenta, na dança de uma mulher com cavalos, uma jornada de autotransformação.
Ficha Técnica
Concepção, direção e performance: Cynthia Domenico
Roteiro: Caio Bologna e Cynthia Domenico
Fotografia e edição: Caio Bologna
Orientação de movimento: Camila Soares de Barros
Música: Odoín, Iná Marina
Voz: Iná Marina
Bateria: Leonardo Marques
Baixo: Guilherme Chiappetta
Piano elétrico: Anselmo Mancini
Gravado nos Estúdios Ekord e Totem
Mix e master: Guilherme Chiappetta
Apoio: Centro Hípico Monte Olimpo – Ingrid Wirtz
Agradecimentos: Carolina Stella e Ingrid Wirtz
Classificação indicativa: livre.
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Data e hora

02/10/21—10/10/21

Recomendação etária: Livre

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